

Tenho tido tanta dificuldade em escrever; sinto uma imensa vontade, mas na hora em que pego a lapiseira e o caderno, as palavras me faltam. Tenho tanto pra dizer, tanto de tantas coisas que estou até perdida.
Começarei a falar sobre o meu combustível nas últimas semanas: a música. Eu não tenho um gosto que os críticos chamariam de bom, na verdade é bem provável que eles me colocassem no último lugar, porque vou facilmente de Nando Reis a Roberto Carlos e de Ana Carolina a Adriana (cantora católica). A semana passada ouvi muito de Ana Carolina, Bethânia e Chico Buarque, já esta semana estou toda Kid Abelha e Nenhum de Nós, dando uma leve passada em Cássia Éller. A música acalma, anima, agita, faz pensar, faz lembrar, faz chorar, faz amar... Nos transporta a emoções mil em poucos timbres, acordes e dizeres. Sem música não há vida!
Por causa dos milhares de trabalhos na escola, e da lentidão no aviso prévio que não passa, tenho lido romances no meu tempo livre. Isso mesmo, aqueles romances de banca de jornal, que os enredos são parecidos e o final é sempre o mesmo: "felizes para sempre", porque se leio um livro mais sério, surto; e isso não é uma desculpa é fato... Fico querendo mudar o mundo, mudar a mim, enfim... Fico achando que tudo que acontece de certa forma eu poderia fazer algo pra que fosse diferente, como hoje estou sensata e sei que isso é impossível eu posso escrever isso, sem cargas adicionais. Para mim o slogan: "quem lê viaja" é totalmente verdadeiro, porém perigoso em dias que eu estou sensível.
Sensível, muito sensível, quase um poço de sensibilidade, aliás parafraseando o Valente, que parafraseou o Zeca Baleiro "ando tão a flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar". Tô chata, tô sem graça, tô sem sal. Estou me sentindo sozinha no meio da multidão, distante dos meus amigos, porque não aguento mais aqueles olhares, olhares que nem eu sei explicar do que são, é uma espécie de olhar de incompreensão sobre mim e minha vida, de coisas que nem eu consegui compreender direito e ainda não descobri como lidar.
Sei que estão chateados comigo e têm até um pouco de razão, mas não toda. Têm horas que eu canso de dar murro em ponta de faca, de fingir que está tudo bem, de conversar sobre tudo e sobre nada como se isso fosse a coisa mais fácil do mundo. Olho pra eles e não me vejo, e isso me dói, principalmente por não saber se é só uma fase de um "novembro chuvoso" ou se é um daqueles momentos onde as pessoas se separam e ponto. Sei lá...
Crescer é satisfatório, mas também doloroso. Às vezes temos que ouvir coisas que não concordamos e ou entendemos e ficar de olhos baixos e orelhas caídas, porque não há nada, pelo menos não naquele momento que possamos fazer, e isso é tão frustrante. Ai ai... mas nem quero começar a minha novela sobre "já tenho 20 anos e ou ainda tenho 20 anos"... Falando em novela, o que é o Henri Castelli em Belissíma hein? É um crime contra a humanidade um homem daquele, vestido de branco, mergulhar num mar azul lindo ser de uma mulher só... Literalmente um Deus Grego! Como posso dormir em paz, com sonhos infantis desse jeito? Ai ai viu...
Meu Amor dormiu aqui essa noite. Gosto tanto de esperar ele chegar e esquentar a comida pra ele. De beijá-lo enquanto ele janta, de roubar garfadas do que ele está comendo pra que ele termine mais rápido. De pegar a roupa e a toalha enquanto ele lava o prato em que comeu. De pôr uma música que eu saiba que ele também gosta pra que possamos ouvir juntos. De vê-lo com meu shorts de futebol, lendo despreocupado em minha cama enquanto eu termino algum trabalho no computador. De deitar minutos sagrados com ele e sentir seu calor, seu carinho. De falarmos sobre os nossos respectivos dias e depois quando já terminamos de falar sobre tudo, cairmos naquele silêncio que procede o beijo, o não, os beijos, porque quando estou com ele, um beijo não basta. Depois dos beijos eu tristemente tenho que me levantar e ir dormir na cama destinada a mim em outro quarto e deixá-lo sozinho. Não vejo a hora de dormir com ele todos os dias, acordar com ele, tomar banho com ele, jantar com ele, viver com ele, engraçado, que só o fato dele estar em casa, eu já durmo melhor... Amor já pedi pra você casar comigo hoje? Não? Quer casar comigo???
Sobre outros tipos de amores... as pessoas não aceitam aquilo que não conseguem explicar, essa é uma verdade, dura por sinal, que aprendi as 14 anos, nunca me esqueci e sei que provavelmente nunca me esquecerei. Eu sou 8 ou 80, não entendo de meios termos, me jogo de cabeça. Não estou dizendo que estou certa, estou só assumindo essa faceta da minha personalidade. Não gosto quando as pessoas se maltratam e ou são maltratadas sem perceberem e pior, percebendo. O que estiver ao meu alcance para de alguma maneira ajudar, eu faço. E farei sempre que for preciso, com uma letra de música, um texto escrito no meio de uma aula, um telefone corrido só pra perguntar se está tudo bem, um elogio pra massagear o ego, um cuidado, uma atenção, um carinho... pois são de pequenos gestos e atenções que é feita a nossa vida.
Hoje é quinta-feira, e eu gosto muito das quintas-feira sempre gostei na verdade. Sextas são sagradas, mas as quintas são simpáticas. E simpatia é algo que eu aprecio em tudo e todos.
Aproveitem e cuidem-se neste super feriadão. Muita música, muitos amigos, muito beijo na boca, muitas bobeiras pra falar, muitos sonhos pra sonhar, muita vida pra viver!
"Eu tô fincando meus pés no chão,
eu tô tentando ganhar um milhão,
eu tô tentando ter mais culhão,
eu tô treinando pra ser campeão...
eu tô tentando ser feliz, eu tô tentando te fazer feliz...”