

Há tempos não me sentia tão frustrada, na verdade não me lembro exatamente de algum momento onde a palavra que me definia era frustração. Já tive momentos definidos por tristeza, alegria, decepção, cansaço, saudades, fé, companheirismo, vitória, amor, paixão, desejo, mas frustração não.
Até onde vai o meu limite? Até onde vai a minha inércia? Até onde vai o meu abatimento? Até quando eu deixarei a maré me levar, ainda que eu sinta que estou me afogando? Até quando eu ficarei entre dúvidas e confusões?
Tenho pouco a perder, mas esse pouco para mim é muito, uma espécie de proteção há dias de paz e calmaria, pra juntar os cacos, colá-los e sonhar novamente.
Fico triste por essa frustração que me abate e mais triste ainda por não saber o que fazer, às vezes até saber, porém não conseguir agir.
"Se você pensa que pode ou que não pode, em ambos os casos você está certo".
Desconheço a autoria deste pensamento, um daqueles pensamentos que te levam do céu ao inferno e vice e versa com uma intensidade descomunal.