

Os dias passam parecidos.
Trabalho - dias puxados com reuniões a portas fechadas;
Família - a mesma perseguição de sempre rs* e a irmã que se recupera do pós operatório;
Escola - pequenos e grandes aprendizados, pessoais e profissionais e também muita, muita besteira;
Namoro - tudo azul depois de umas horas negras;
Igreja - passado e presente que se misturam confundindo o futuro, fé intacta e certa;
Amigos - os melhores que alguém poderia ter, em destaque a Jaqueta que está com a velha e bíblica paciência rs*;
Internet - ainda um caso de amor.
Eu queria falar sobre tanta coisa mas me faltam as palavras. Engraçado isso né? Pode até soar falso esse lance da cabeça estar explodindo de pensamentos e na hora de passar para o papel essa dificuldade imensa e não é só isso, porque às vezes passar para o pael é a única opção, daí a postar algo que preste é outra coisa bem diferente.
Eu queria falar sobre horizontes e todos os paralelos que consigo imaginar, mas não, não vou falar. Porque estou terrivelmente ansiosa pra falar sobre isso.
As camisetas ficaram prontas, os confetes e as serpentinas serão comprados. A van está alugada, os ingressos já estão comprados a tempos e a turma está afinada para o que será com toda certeza, um grande marco em nossas vidas.
Sábado tem Show do Los Hermanos! Seis palavras e um ponto exclamativo, uma frase afirmativa que me salvou a semana inteira. Talvez parte das pessoas que lêem esse blog não entenda essa comoção, mas a outra parte vai entender e quando ler ficarem tão comovidos como eu ao escrever.
"O pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina e o Zé que dorme acordado quer brincar de ser feliz, pintando o próprio nariz; enquanto o cara estranho que vem chegando ainda não achou lugar no corpo em que Deus lhe encarnou. Quem sabe o que é ter e perder alguém? Quem é mais sentimental que eu? De onde vem a calma? Bom... deixa ser como será, tudo posto em seu lugar porque eu só encontrei quando não quis mais procurar. Moça, moços, turma... é preciso força para perceber que a estrada vai além do que se vê e nesses dias que não passam, eu, quer dizer nós, só queremos uma coisa: O Horizonte Distante!"

Tenho algo a relatar. Minha consciência está pesada, durante todo esse tempo; eu não sou nada do que descrevi aqui, eu não vivi nada do que descrevi aqui.
Não tenho 20 anos, tenho 49.
Não sou uma moça solteira que namora um bom rapaz, estou no meu terceiro casamento; o primeiro marido batia, bebia e não trabalhava. O segundo marido batia e não trabalhava. O terceiro marido só não trabalha, perceberam o progresso? Um dia eu acerto.
Tenho 5 filhos: Mário (sem ser aquele lá de trás do armário) sonha em ser jogador de futebol. Maria quer ser freira. Francisca, adora quebrar imagens. Bento tem a mania de bater a cabeça na parede e semana passada, depois que eu cheguei bêbada em casa queimei o braço do Zequinha com o cigarro...Pois é, eu bebo e fumo.
Eu não trabalho com planilhas, estoques e produtos congelados; na verdade sou camelô na 25 de Março e quando os fiscais baixam, eu me "viro" pra poder garantir o leitinho das crianças.
Eu não acredito em Deus. Eu não quero fazer nada para melhorar o mundo. Sou palmeirense e Malufista. Sou preconceituosa ao extremo. Sou uma filha da puta desequilibrada e egoísta como milhares de pessoas na face da Terra.
Eu sou uma criatura nascida de uma transa qualquer. Não sou nada, não quero ser nada, não espero nada...sou fruto do meio que vivo.
Verdades ou mentiras? Conto de fada ou filme de terror? Uma grande trama ou uma vida complicada? Criação ou destruição?
Foda-se! Eu optei, opto e optarei sempre pela verdade.
E você o que prefere: uma doce mentira, ou uma amarga verdade?