

Quarta-feira, 18h01
Planeta Terra. Brasil. São Paulo. Osasco. Biblioteca do Senac. Segunda mesa da esquerda para a direita. Cadeira virada para a porta.
Estou com um poco de frio e de fome. A hora que estava vindo para cá os relógios/marcadores do tempo indicavam 15°. Saí da empresa por volta das 14h para a retirada e depois entrega de alguns produtos nas lojas, feito isso mudei de rumo porque não daria para voltar a empresa.
São Paulo em dias de frio fica extremamente cinza e eu descobri que vê-la assim não me entristece, pelo contrário, sinto que neste lugar tudo acontece ao mesmo tempo agora. Peguei metrô, caminho conhecido, rostos cansados, mochila pesada e livro na mão (livro: A viagem de Théo). Depois caminhei um pouco por Osasco, na minha carteira R$3,00 e mais alguns passes de ônibus, pois meu cartão do banco ficou com o Tama. Sendo assim vim para a biblioteca, lugar tão visitado por mim esta semana.
Engraçado como tudo é uma questão de hábito; uma leitura aqui, uma anotação ali, uma pesquisa boba na internet, uma curiosidade em manchetes de jornais, uma série de perguntas e algumas poucas respostas. Meu hábito hoje é buscar respostas para as minhas perguntas e parafraseando aquele dito já conhecido "quando encontro as respostas, a vida vem e muda as perguntas" e eu continuo buscando, porque é essa busca que me faz sentir viva. Hoje, buscar e aprender são verbos de grande inportância e sentido pra mim, porque me guiam pelos caminhos.
Às vezes minha cabeça dói de tantas informações num curto espaço de tempo. Às vezes não consigo anotar tudo o que leio e que me agrada, ou tudo o que penso sobre o que ouço, ou sobre conceitos que crio. Eu queria mesmo era ter uma "PENSEIRA" igual ao Dumbledore do livro Harry Potter; com minha varinha eu tiraria determinado pensamento/lembrança/fato da cabeça e colocaria na bacia com uma espécie de líquido transparente, como uma tela de cinema o pensamento/lembrança/fato se preojetaria ali e eu poderia analisar tudo, todos os detalhes, todas as ações e reações tranquilamente sem aquela dor na cabeça. É uma pena que tão preciosa solução para meus problemas existam apenas nos livros. Em contrapartida, um gravador portátil seria talvez uma opção real da solução. Já pensaram se conforme eu for lendo, eu grave determinado trecho que me pareceu interessante? Ou quando começo a pensar mil e uma coisas eu pudesse gravá-las para mais tarde analisá-las com calma? Nossa isso seria ótimo. Bom, preciso fazer uma análise do orçamento e tentar incluir esse salvador aparelho em minha listas de "coisas que me agradam profundamente".
Hoje já é quarta-feira, meio da semana, pouco a pouco uma sensação de felicidade se apodera do meu ser, uma coisa tenho pensado dentre todos os meus pensamentos, sou uma pessoa que se alegra com as simplicidades da vida, como a chegada da sexta-feira, a comida quentinha da minha mãe, os e-mails e recados dos meus amigos, as roupas que gosto estarem limpas e perfumadas, as músicas que traduzem pensamentos e sentimentos, os livros que me fazem viajar, o papel, a caneta, ai ai hoje está tudo tão harmônico que até me assusta.
"Quem é mais sentimental que eu?"
18h32
Tenho ouvido alguns comentários sobre o blog, mas quatro me chamaram a atenção:
1º Seu blog está tão brega e repetitivo que ao invés de chamar Livro dos Dias, deveria chamar Livro do Meu Namoro;
2º Você lembra quando você escrevia textos sobre tudo e sobre nada? Pq não os coloca no blog?;
3º Você já não escreve mais como antigamente;
4º Se as pessoas que vc escreve no blog são seus amigos e interagem no mesmo, porque continua chamando-os pelos "codinomes"?.
Bom, deixa eu me defender e ou explicar.
1º Comentário: Eu não escrevo somente sobre o meu namoro, escrevo sobre meus amigos, sobre meu trabalho, sobre as coisas que gosto e as que não gosto também, enfim escrevo sobre mim e meu namoro, obviamente é parte de mim, parte importante e por isso merece vez ou outra uma atenção especial;
2º Comentário: Ainda estou processando esta idéia, esses dias em minhas intermináveis arrumações achei alguns textos bem legais, minha opinião né rs*, quem sabe eu não faço uma sessão chamado "do fundo do baú" e de vez em qdo desenterro um texto antigão;
3º Comentário: Não mesmo. Em alguns aspectos amadureci, em outros esqueci, e na maioria das vezes o tempo me falta. Escrevo uma coisinha aqui, uma ali, outra acolá, sempre na correria, quando dá junto tudo e tento me expressar, quando não dá, fico aguardando a oportunidade.
4º Comentário: rs* Alguns são apenas apelidos e não codinomes, achei que era uma maneira engraçada de falar sobre as pessoas sem expô-las, afinal são histórias reais rs*... é aquele lance que o Seminarista dizia ontem... "a gente fala o pecado mas não conta quem é o pecador, ou a gente fala o milagre mas não conta quem é o santo". Vou pesquisar com a galera se eles preferem ser chamados pelos respectivos nomes de batismo rs*.
"O despertador toca e eu viro para o lado. Dez minutos depois ele toca de novo e eu sei que não dá mais pra fugir; faço o sinal da cruz, peço a Deus que ilumine o meu dia e levanto. Tomo um banho bem quente e rápido. Me troco, o mais confortável possível, porque a saúde não está 100% mas a preguiça sim. Olho no espelho e sorrio, são tantos detalhes rosas que me assusto comigo mesma.
Olho pra cama e vocês está deitado, dormindo. Todo encolhido, sem muito barulho e sem bagunça, até dormindo você é educado. Beijo seu rosto e você acorda. Beijo sua boca e te abraço nos sagrados segundos antes de correr para pegar meu ônibus. Digo que te amo e você diz que me ama também. Te cubro. Apago as luzes, tranco os portões e saio correndo em disparada."
1 ano e 3 meses de namoro, amando sempre mais você!