

Hoje estou lenta. Esta noite tive muitos sonhos, e por mais que eu pense que a ferida está fechada, vez ou outra ela ainda sangra. E eu fique dispersa, terrivelmente dispersa.
Pior do que a correria dos últimos dias, nessa estrada louca que é a vida, são os caminhos que pouco a pouco vão surgindo diante dos nossos olhos.
São muitos os caminhos, importante as escolhas e maior ainda as dúvidas. Pra que caminho eu Vou? Esquerda ou direita? Escuro ou Claro? Por alguns momentos você pára, ainda que a correria a sua volta continue, e não sabe o que fazer.
Não saber o que fazer não é sempre motivo para tristeza. É só um momento que nós passamos e que geralmente provoca uma ação e conseqüentemente uma reação. Eu não fico triste em não saber o que fazer, não sempre.
Só fico triste quando o caminho dos outros está muito ligado ao meu e eu não sei o que fazer, ou pior até sei, mas aí o fato de desestruturar a caminhada dos outros me leva ao ponto zero.
Credo alguém entendeu o que eu quis dizer?
Hoje estou sentindo necessidade de comprar. Mesmo depois que percebi que a gente não compra os produtos, mas sim os sentimentos a que esses produtos nos remetem.
Hoje eu compraria um “pacote de serviços” num Salão de Beleza. Cuidaria das minhas unhas, da minha sobrancelha, dos meus cabelos e também da minha pele, porque os cravos me perseguem.
Compraria também algumas peças de roupas mais alegres. Ando muito sóbria, muito certinha, ou como minha mãe prefere: básica.
Acho que tenho sentido necessidade de me sentir mais mulher, mais feminina, às vezes me acho tão menina.
Depois compraria um disc-man para ouvir a toda hora e em todo lugar as minhas músicas preferidas. Compraria os cds do Los Hermanos, e os que faltam da Ana Carolina e mais algumas barras de chocolate.
Aí só ficaria faltando eu pegar a minha mochila (ela está velha, mas só compro outra quando esta estiver inutilizável) colocar tudo o que for possível dentro e partir em disparada aventura pelo Brasil afora.
Na verdade eu compraria uma moto, mas mamys ainda não autorizou e eu ainda sou uma boa filha.
Já pensaram?! Eu toda bonitona, com minhas roupas alegres, meus cds preferidos tocando em meu disc-man, percorrendo o Brasil de moto, trilhando o caminho que eu quiser?
Putz, voltei a falar de caminho de novo?
Ok, ok! Melhor voltar a trabalhar!
“É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê”
Corro na estrada, porque se eu caminhar vou perder tempo, mas confesso que a corrida cansa, principalmente em alguns aspectos, quando você corre, corre, corre e não chega a lugar algum, não estaria na hora de mudar alguns caminhos? É preciso pensar, tomar decisões pode doer, mas é preciso.
Minha cabeça dói um pouco e meu corpo dá sinais de cansaço. Não estou triste, deprimida e ou abalada, estou emotiva, sentindo falta de tudo que ainda não vi, com a sensação de que o tempo corre mais do que eu.
É horrível quando sua cabeça está fervilhando, você precisando desabafar, porém as palavras parecem não ter sentido.
Bom, por agora é isso. Acho que o sono está dominando meus pobres neurônios.
Sei que isso não foi um post de gente, mas fazer o que né?
Segunda-feira é um dia estranho, só não tão estranho quanto domingo à noite. É aquele dia em que a voz demora pra sair da garganta, os neurônios ainda estão se curando do fim de semana e o coração bandido já está contando os dias para a tão sonhada sexta-feira. O dia em que a gente procura se organizar e trabalhar ao máximo, para que o mesmo passe rápido. Mas vamos lá, é hora de encarar a vida, e principalmente o trabalho e logo mais à noite a chatíssima prova de matemática que eu terei.
Os últimos dias têm sido de grandes reflexões e bons momentos. Sexta-feira, por MSN, abri minha “caixa de segredos”, remexi em algumas feridas, fui reportada por alguns segundos há tempos passados; algumas furtivas lágrimas ainda rolaram pelo meu rosto, a dor da saudade quase amargou meu dia. Mas com a certeza de que naquele momento fiz o que pude, respirei fundo, enxuguei o rosto e sorri, e assim deve ser sempre. Renatinha peço desculpas pelo meu momento de lamentações.
À noite, fomos para a casa de uma amiga depois do curso. 5 meninas, 5 histórias diferentes, 5 personalidades intrigantes e muita, mais muita risada, é incrível como nós meninas contamos tanta vantagem quanto os meninos rs*. Preciso repetir a dose, sempre que possível.
Sabadão, dia corrido, avaliação, integração e confraternização com a galera do Crisma, pena que não terminou exatamente como queríamos, enfim, às vezes acontece.
Nana e Valente, quando somos fracos é que somos fortes. É exatamente na fraqueza que demonstramos nossa força, e nossa vontade de ser e fazer diferente.
Falei com a Polly que graças a Deus nunca perde o bom humor, mesmo nos momentos difíceis e depois fiquei curtindo a preguiça nos braços do Tama.
Domingão acordei, me arrumei e tão logo fui para uma reunião e depois para uma formação. A reunião foi da hora, já a formação foi uma bosta, mas pelo menos a gente fica dando risada e relembrando coisas bestas.
Depois voltei pra casa, curtindo a preguiça e chorando de rir com Pânico na tv. Terminei a noite, curtindo MSN e orkut, dois dos meus vícios ultimamente.
Eu sou o tipo de pessoa que costuma devorar livros. Quando gosto muito de um livro eu o leio várias vezes, principalmente trechos que me identifico e me emociono, sem contar milhares de personagens com quem me identifico de uma certa maneira. Além de MSN e orkut, meu principal vício são os blogs que para mim muitas vezes parecem livros, com diferenças importantíssimas: as personagens são reais, e os capítulos escritos dia após dia. É aventura, romance, comédia, drama, suspense, terror e eu nunca sei onde tudo vai dar, fico apenas aguardando e reagindo a situações tão diversas.
E eu que custei a dar o braço a torcer a estar tais tecnologias, hoje estou totalmente entregue rs*... Loucuras da Era Virtual, que vez ou outra constrói sim, sentimentos reais.
Hoje não acordei assim tão inspirada e por isso peço desculpas.