

O caminho cansa meus passos, cansa meu coração; ando, ando e ando e me encontro nos mesmos lugares. Estaria eu a andar em círculos? Então não estou andando, estou circulando. A loucura se faz presente, meus sentidos estão todos a mil, as palavras fogem e eu fico assim, sem dizer nada com absolutamente nada.
A vertigem aumenta com o passar dos dias; qdo penso que as coisas estão se ajeitando, elas se reviram e eu volto a estaca zero.
Do que adianta esforço se o assunto parece sempre ser secundário. Estou realmente cansando, cansando do meu cansaço, do meu esforço e da minha busca.
Acho que vou vender água de coco na Bahia, mesmo com música ruim, acho que me estressarei menos.
Minha intenção não é deixar o blog abandonado, mas infelizmente acontece. Eu sempre tenho idéias para postar, mas e tempo pra isso? Sei que parece uma desculpa esfarrapada, mas é sério.
No serviço a todo momento surpresas surgem, e com isso o trabalho aumenta ainda mais, ai quando chego em casa eu só penso em comer, tomar banho e descansar, isso porque eu ainda nem comecei a estudar.
Estou tão ansiosa, sábado voltam os trabalhos na Igreja e terça-feira iniciam-se minhas aulas, Técnico em Secretariado, nossa quem diria?
Quero fazer algumas mudanças no blog, vou tentar aproveitar o final de semana para isso, se bem que pelo visto a agenda já está ficando cheia.
Quer também dizer ao Tama que o amo e que ele nunca, em qualquer circunstância deve deixar de acreditar que o Sol sempre volta a brilhar.
Falando nisso e mudando de assunto ao mesmo tempo...
Ontem, estávamos eu e Tama conversando no portão, um Sr. Se aproximou e ficou olhando as roseiras da minha mãe:
- Desculpe incomodar, mas vcs podem me arranjar uma flor? Gostaria de dar um presente bonito minha mulher, mas não tenho dinheiro algum, e eu “amo tanto ela”.
Chamei minha mãe, contei o que ele falou e ela foi cortar algumas rosas pra ele, que agradeceu todo emocionado:
- Muito obrigado, obrigado mesmo, infelizmente não tenho dinheiro, mas gostaria de dar pra vcs algo de valor simbólico em forma de agradecimento.
Tirou uma moeda peruana da carteira e nos entregou.
- Deus abençoe.
O homem subiu a rua e nós três ficamos ali, abobados. A moeda pequena, antiga, talvez sem valor algum; mas na verdade de grande valor.
Por essas coisas que eu sempre digo: Eu acredito no amor!
20 anos de aprendizado, de lutas, de crescimento;
20 anos vividos com pessoas especiais, pessoas essenciais, pessoas normais e algumas que nem vale a pena lembrar;
20 anos de grandes sonhos, de grandes conquistas, de grandes saudades;
20 anos de coca-cola, de comer assistindo tv, de ouvir músicas bregas quando estou sozinha, de ler trechos de livros que gostei muito, de assistir muitas vezes o mesmo filme, de arrumar e dessarrumar o guarda-roupa;
20 anos de vida, uma vida que ao mesmo tempo se torna velha a cada dia, a cada dia se torna nova;
Por mais que eu mude os caminhos, as atitudes, os hábitos, as certezas, as pessoas, os sentimentos, as épocas, sei que estou sempre buscando a mesma coisa: a minha lenda pessoal, minha felicidade.
Quero agradecer aos amigos que se lembraram de mim neste dia, principalmente Valente, Jaqueta, Anjo, Xandy, Milla, Coelho e Naninha... com vocês minha vida fica ainda mais colorida.