

19 de Janeiro de 2005
18h20m, mais uma vez num ponto de ônibus.
Um dia desses, acordei com o coração inquieto, com o pensamento conflituoso. Acordei olhando a vida a minha volta com outros olhos. Olhos de amor, de transformação, de sonho e de mundo melhor.
De repente, lembramos de um tempo em que queríamos fazer parte de uma grande mudança; de quando eu lia tudo sobre política e grandes personagens, de quando escrevia em papéis que guardava no bolso quais seriam meus planos e ações, hoje parece que tudo se apagou dentro de mim, todo conhecimento, toda motivação, toda curiosidade, uma espécie de bloqueio. E percebe que quanto mais crescemos mis vamos deixando os nossos sonhos para trás.
O coração ainda mais inquieto, o pensamento ainda mais conflituoso e eu aqui sentada num banco divagando sobre tudo. Não sei o que fazer, o que pensar e o que sentir. Não sei como canalizar essa energia, esa inquietação, esse conflito. Não sei se é sonho, utopia ou chamado.
Só sei que não para de pensar e que preciso tão logo tomar decisões que mudarão totalmente o rumo da minha vida.
O medo se faz presente.
18h29m.
Estou em falta eu sei. Não apareço nem para reclamar, mas do lado de cá da tela, o tempo está contra mim, preciso combatê-lo.
O que posso dizer é que ontem acordei olhando a vida com outros olhos, com olhos de mudança, de sonho, de querer fazer algo contra tudo aquilo que não concordo.
Ainda não posso dar detalhes porque ainda não os possuo. Estou buscando, buscando, buscando. Os detalhes, os caminhos e o meu coração.
Sinto que é hora de quebrar tudo o que me prende a tudo que não acredito.
Por enquanto é isso
