

Correria, papeladas, computador, telefone... loucura, insanidade, cansaço... no meio disso tudo, ouvi essa música e vi essa imagem, ao mesmo tempo, fiquei emocionada, comovida... porque na simplicidade encontro a mim mesma e o meu coração...
Poema - Ney Matogrosso
Composição: Cazuza/Frejat
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de chôro
Desculpa para um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim (que não tem fim)
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás.


Hoje estou me sentindo assim... bem pequenininha!
Eu só sei insistir!
Acho que às vezes insisto demais!
06 de Janeiro de 2005
São 19h20m estou no ponto de ônibus; fiquei trabalhando até mais tarde.
Minha cabeça dói horrores, parece que a qualquer minuto ela vai explodir. Me sinto cansada, feia e abatida. Preciso dormir um sono tranqüilo; sem sonhos e ou preocupações.
O serviço está pesado. Apesar de não ter conseguido (ainda) realizar o que me foi confiado, descobri que eles acreditam em mim e que sabem e entendem a minha dificuldade. Fico feliz quando percebo que meu esforço não passa despercebido, isso de certa forma me deixa aliviada e principalmente motivada. É pena que nem todos estão no mesmo barco que eu e possíveis mudanças, talvez até necessária, me deixam um pouco chateada. Espero arranjar forças, equilíbrio e discernimento para estar sempre evoluindo, melhorando, aprendendo. Se tudo der certo vou começar a fazer um curso no Senac em fevereiro. Mas não vou entrar em detalhes. Na verdade entrarei, mas só quando tiver certeza.
2005 vai ser um grande ano. Vejo muitas portas se abrindo, e eu ainda parada, pensando por quais seguirei. Escolhas implicam em tantas conseqüências boas e ruins que às vezes é preciso um certo cuidado.
Até onde sei, a Jaqueta e o Anjo acertaram os ponteiros. Fico feliz porque gosto deles, e porque acredito que enquanto acreditamos devemos lutar. O Valente e a Confusa continuam buscando o pote de ouro no fim do arco-íris; se bem que eu acho que o pote está bem perto e eles é que estão dando voltas demais. Num primeiro momento o Tamahome está desempregado. Espero que isso o impulsione a buscar caminhos melhores e não o fundo do poço. O Faiel continua na sua vida de “jack”, de amigo inteligente e é claro, tão complicado quanto eu.
Terça-feira ouvi que sou ranzinza. Quarta-feira que sou muito preocupada. E hoje que sou áspera. Meu coração dói ao ouvir essas coisas; dói porque uma parte sabe que é verdade e a outra não se conforma com tal verdade.
Eu me envolvo na vida e nos problemas dos outros de uma forma que não consigo me controlar. Busco as respostas, as saídas, sofro, como se os problemas fossem meus. Quebro limites, os meus e os dos outros e me sinto mal com isso. E por outro lado o contrário não acontece porque eu não consigo, eu não permito. Há pessoas próximas, realmente próximas, mas nunca tão próximas porque ainda que eu grite aos quatro cantos do mundo: “Eu estou com problemas”, acabo sempre por ocultar parte da minha dor. Não, definitivamente não tenho vocação para santidade; só sei que sou assim, não entendo porque sou assim. E ao mesmo tempo que não gosto de ser assim, eu gosto. Me sinto diferente e estranha para ter que partilhar tudo.
Eu ando pensando muito e realizando pouco. Primeiro porque não estou conseguindo estabelecer prioridades e conseqüentemente não consigo acompanhar e ou controlar o meu tempo dentro das minhas prioridades.
Eu descobri que gosto de ficar sozinha. Gosto de passar um tempo comigo mesma, de fazer as coisas tão simples que eu gosto de fazer. Sinto falta de privacidade, às vezes me sinto sufocada e egoísta por tais pensamentos; mas é verdade não consigo mentir.
Meu ônibus ainda não veio e eu não estou brava por causa disso, pelo contrário, agora são 20h13m e eu aproveito todo esse tempo para escrever tudo isso que senti vontade.
Opa, 20h17m meu ônibus está vindo e eu tenho que ir.O dia está nublado e chuvoso. Estou cheia de preocupações e inquietações, mas não vim falar disso.
Hoje vim falar da alegria que sinto por completar 9 meses de namoro.
9 meses de aprendizado;
9 meses de partilha;
9 meses de sorrisos e lágrimas;
9 meses de discussões bobas e algumas sérias;
9 meses de gostos idênticos;
9 meses de diferenças diferentes;
9 meses, que eu como muito e ele quase nada;
9 meses que ele dorme na minha cama e eu no chão;
9 meses que eu o acordo e a gente curte a preguiça juntos até todos se reuniram na minha cama e no meu quarto, minha mãe, minhas irmãs e até meu pai;
9 meses que ele me surpreende com seus presentes;
9 meses que eu o beijo com paixão, e o abraço com ternura;
9 meses do meu ciúme disfarçado, assim como minha preocupação;
9 meses de sonho;
Muitas sensações, sentimentos, lembranças para apenas 9 meses e apenas uma frase neste momento: Eu quero muito mais!

Lá fora está sol e provavelmente um calor insuportável. Aqui está frio, muito frio. Quanto mais calor lá fora, mais frio aqui dentro.
A roupa é pesada, poruqe senão, não dá pra aguentar o frio. Uniforme básico da empresa, botas forradas com lã de carneiro, uma espécie de "japona" pra baixo do joelho, luvas e toca. Esse é o modelito do dia.
Minha cabeça dói. Meu corpo também dói. Essa noite foi horrível porque eu demorei pra dormir e quando dormi tive muitos pesadelos e não via a hora de acordar. Sei que minha semana não vai ser fácil ainda mais com esse distúrbio do sono;
Estou sofrendo do que batizei de "síndrome do domingo"; não sei exatamente o por que, só sei que domingo é pra mim, pior que segunda-feira.
Fico fatigada, angustiada, aflita, triste, mal-humorada, negativa... enfim um desastre emocional. Tento me animar, me distrair, relaxar, mas nada muda meu estado de espírito, nã consigo. E isso tem me feito muito mal.
Espero que os problemas no serviço se resolvam e espero encontrar motivação porque tive algumas decepções que me desarmarão e eu não estou encontrando o caminho de volta e é necessário porque existem coisas que são como são e precisamos aprender a lidar.
Esse final de semana não fiz nada do que havia me proposto a fazer e odeio quando isso acontece. Estou novamente sentindo necessidade de ficar sozinha. Eu, meus pensamentos e meus loucos sentimentos.
Aos amigos: Pareço distante eu sei, aliás como sempre pareço, ou como sempre sou, uma amiga distante, mas levo vocês em meu coração. Isso pode não bastar eu sei, mas às vezes eu também não sei como agir, aliás muitas vezes.
(Texto escrito enquanto o Chokito buscava o pallet para contarmos os produtos)
Primeiro post de 2005.
Ano novo, vida nova!
O que é ruim deixamos pra trás, o que é bom, aproveitamos para seguir em frente.
Não vim pra desejar um Feliz Natal, Um Próspero Ano Novo, ou algo que o valha, e por isso peço perdão.
Mas venho com essa mensagem desejar tudo isso e mais um pouco.
Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa.
Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar,
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão a sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal; porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.
Victor Hugo