

O texto é simplesmente perfeito...
Isto é chamado de "crise de um quarto de vida".
É quando você pára de sair com a galera e começa a perceber muitas coisas sobre você que você mesmo não conhece e pode não gostar disso.
Você começa a se sentir inseguro e pensar sobre onde você vai estar
daqui a um ano ou dois, mas de repente se sente inseguro porque você mal sabe onde está agora.
Você começa a perceber que as pessoas são egoístas e que, talvez,
aqueles amigos que você pensou que eram tão próximos não são exatamente as melhores pessoas que você encontrou em seu caminho, e pessoas que você perdeu o contato eram algumas das mais importantes.
O que você não consegue perceber é que eles percebem isso também, e não estão sendo frios, grosseiros, ou falsos, mas estão tão confusos quanto você.
Você olha para seu emprego... e não é nem perto do que você imaginava que estaria fazendo (!!!), ou talvez você esteja procurando emprego e percebendo que vai começar do zero e isso pode te assustar.
Suas opiniões se tornaram mais fortes.
Você vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando mais do que o usual, porque você percebe que desenvolveu certos limites na sua vida e está constantemente adicionando coisas na sua lista do que é aceitável e o que não é.
Em um minuto, você está inseguro e no próximo, seguro. Você ri e chora com a maior força da sua vida.
Você se sente sozinho, assustado e confuso.
De repente, a mudança é sua maior inimiga e você tenta se agarrar ao passado com a vida boa, mas logo percebe que o passado está cada vez mais longe, e não há nada a se fazer a não ser ficar onde está ou caminhar para a frente.
Você tem seu coração quebrado e pensa como alguém que você amava tanto pôde causar tanto estrago em você. Ou você fica deitado na cama e pensa por que você não poderia encontrar alguém decente o suficiente que você queira conhecer melhor.
Ou às vezes você ama alguém e ama outro alguém também e não consegue imaginar porque você faz isso, já que você sabe que não é uma má pessoa.
Ficar com alguém por uma noite e "galinhar" começam a parecer ridículos.
Agir como um idiota se torna patético.
Você sente as mesmas coisas e enfrenta as mesmas questões de novo e de novo, e conversa com seus colegas sobre as mesmas coisas porque você não consegue tomar decisões.
Você se preocupa sobre empréstimos, dinheiro, o futuro, em construir sua própria vida...e enquanto ganhar a corrida seria maravilhoso, neste momento você gostaria apenas de participar!
O que você pode não perceber é que todos que lêem isso encontram algo em comum.
Estamos em uma das melhores e piores épocas da vida, tentando o máximo que podemos para acabar com isso.
(Desconheço o Autor)
Estou correndo contra o tempo.
Em minha mesa uma lista de coisas a fazer. Eu e minhas listas, muitas listas; na verdade eu as odeio, porém preciso delas para conseguir controlar, pelo menos um pouco, o tempo.
Domingão vou trabalhar. Na verdade estou preferindo nem pensar nisso, porque final de semana é feito para não fazer nada, ou melhor, para se fazer apenas o que se quer; e trabalhar no final de semana está muito longe do que eu quero.
Hoje o que eu queria mesmo, era pegar os meus dois amigos-irmãos queridos, Valente e Jaqueta, e colocar no colo. Fazer carinho, beijar a testa e segurar as mãos e tentar de alguma maneira confortá-los, porque sei que o coração deles está atribulado. Odeio olhar pra eles e saber que não posso fazer nada. Eu poderia dar um chute no Anjo e um empurrão na Confusa, mas eu estaria certa? Estaria certa em interferir em suas vidas, principalmente envolvendo outras pessoas? Estou em dúvida também.
Tem horas que eu tenho vontade de quebrar tudo, de interferir mesmo e que se foda; mas quando recupero a sanidade eu lembro que acredito que cada experiência é única e tudo é uma questão de escolha. Eu senti e sinto isso na pele, escolha é tudo.
Eu sei que existem coisas, momentos, pessoas, que não dependem de nós e de nossas escolhas; porém, a nossa maneira de lidar é que faz a diferença, uma grande diferença.
É preciso olhar-se no espelho e dizer: hoje eu vou ser alguém melhor pra mim mesmo. É preciso não desistir porque a luta nunca é fácil. É preciso ter coragem de arriscar quando se acredita. É preciso ter sonhos. É preciso ter amigos.
Eu, só sei insistir!
Mais um magnífico texto da Martha Medeiros... demais
Não pode tocar
01/11/2004
Entro num museu, paro em frente a um quadro, a uma escultura, a uma cerâmica, e enxergo o aviso: não pode tocar. Não posso, então não toco, tudo bem. Não tocarei pra não estragar, pra não quebrar, pra durar por muitos séculos. Nada de sentir a textura do material, nada de deixar minhas digitais impressas, nada de arranhar a tela com minhas unhas mal lixadas, de desgastar as cores com meus dedos imundos. Então a gente respeita, não chega muito perto, não atravessa a linha amarela, nada de macular a obra com nosso hálito quente e nosso olhar aproximado demais.
Assim é também entre homens e mulheres, entre pais e filhos, entre amigos que procuram se proteger: não se pode tocar em determinados assuntos.
Há questões que arriscam ser maculadas com palavras, que um olhar aproximado demais poderia danificar. Instaura-se sempre um silêncio de museu ao nos aproximarmos de temas perigosos. Tolera-se apenas o som da tevê, de um teclado de computador, de alguém falando ao telefone, ruídos parecidos com silêncio, já que não fazem barulho excessivo, não incomodam o suficiente. Palavras incomodam o suficiente. Vamos falar sobre o que nos aconteceu dez anos atrás. Vamos conversar sobre a morte do seu pai. Vamos tentar entender juntos a razão de você estar bebendo desse jeito. Me diz o que te perturbou na infância. Não, não quero tocar neste assunto.
Mantenha-se atrás da faixa amarela, não chegue muito perto, não acerque-se de meus traumas, não invada meus mistérios, não atrite-se com o meu passado, não tente entender nada: é proibido tocar no sagrado de cada um.
Todas as relações do mundo possuem sua prateleira de cristais. Há sempre um suspense, uma delicadeza ao transitar pela fragilidade do outro. Melhor não falar muito alto, é mais prudente ir devagar e com cuidado. Para não estragar, pra não quebrar, pra durar por muitos séculos.
Martha Medeiros
TERÇA FEIRA... SONO
Ontem o dia não foi tão pauleira como imaginei. Ontem ele foi apenas preparado para que a pauleira comece a partir de hoje. Como já disse, sinto o clima pesado, meio tenso; talvez seja eu que ainda estou fora do ritmo e relaxada demais.
Mas estou sentindo um mau pressentimento, sabe qdo vc sentimos o coração apertado, como se algo não muito bom estivesse prestes a acontecer?! Não quero nem pensar nisso, não mesmo.
Domingo o Tama, o Valente e a minha irmã quiseram me dar um banho de chuva, me debati quase até a morte mas infelizmente não consegui vencer, além de ter tomado o banho de chuva, estou com o corpo quebrado.
O dia ontem decorreu devagar, tenso porém devagar. É quase 100% que vou trabalhar no fim de semana; aff não quero nem pensar nisso.
QUARTA FEIRA... MUITO SONO
Só comentando ainda sobre segunda-feira. O Tama me deu um livro da Nora Roberts, o segundo livro da trilogia da magia, um romance muito, muito bom. E depois, bom depois, nós nos abraçamos, nos beijamos, ficamos juntos muito juntos, do nosso jeito, único e particular e eu só posso dizer uma frase: Eu quero sempre mais!
Continuo com sono, aliás muito sono. No final de semana irei trabalhar, agora preciso decidir com a menina aqui do serviço quem vai no sábado e quem vai no domingo; putz isso é um saco, ninguém merece.
Temos o niver de uma amiga do Tama para ir no sábado; ontem eu falei pra ele, que se eu fosse trabalhar no domingo eu não iria, porque não ia aguentar; ele compreendeu mas senti que ficou chateado. Depois descobri que era porque completaremos 8 meses de namoro e ele queria estar comigo (rs*, às vezes sou tão desligada), como se nós nunca estivéssemos juntos rs*. Mas a verdade é essa, não vou aguentar chegar da balada, tomar banho e ir trabalhar em pleno domingão, sei dos meus limites. Espero trabalhar no sábado, para conseguir agradar gregos e troianos.
Bom agora é hora de trabalhar, preciso fazer e resolver uma série de coisas.
Bom era isso...
Meu pai e minha mãe disputaram essa noite para saber quem roncava mais. Quem ganhou não sei, só sei que eu juntei minhas coisas e fui dormir na sala, isso já era 3h10m; sem contar que no curto espaço de tempo que eu dormi, tive pesadelos terríveis, mas tudo bem.
Acordei, acordei o Tama que tava dormindo, fui tomar banho enquanto ele tomava café, nos arrumamos e descemos para o ponto.
Vim para o serviço. Parei na padaria obviamente para tomar um chocolate quente e comer um pãozinho na chapa, o delícia.
O clima está meio tenso; os computadores estão dando problema desde a semana passada inclusive e principalmente o meu. O Ari levou para o técnico e parece que o mesmo formatou as máquinas, mas formatou igual ao nariz.
Sei que seria estranha a minha volta, mas na verdade não pensei que fosse tanto. Não sei o que fazer exatamente, ainda mais quando todo mundo fica meio que reclamando.
O CHEFE está no Sul, A CHEFE ainda não passou por aqui; não sei, espero que seja loucura da minha cabeça, mas estou com um pressentimento, de que o dia e a semana vão ser punks, punks mesmo.
Amanhã é o dia!
Volto a trabalhar e putz estou num total desânimo. Sei que voltarei facilmente ao ritmo, o problema é que eu não queria voltar ao ritmo. A vida estava boa, não sei por quanto tempo eu iria aguentar, mas que estava boa estava.
Acordar tarde, fazer o que eu quisesse, sem me preocupar com horário. Gastar e satisfazer o meu ego, ai ai, não sei se aguentarei voltar a minha vida de moça séria; mas, vamos lá, bola pra frente, porque eu não nasci em berço de ouro.
A noite vai ser longa, porque eu estou tensa pra cacete, na verdade domingo é um dia horrível, porque sempre penso na enorme semana que vou ter pela frente, mas beleza, não quero virar uma chata que fica reclamando de tudo publicamente.
2004 está indo embora, 2005 está batendo a porta. Final de ano é uma época estranha para mim; lembranças, saudades, mudanças, sonhos descartados, novos sonhos, novos objetivos, momento de colocar a cabeça, o coração e a alma no lugar.
Quero ver se aproveito este último mês do ano, para fazer uma faxina no quarto, putz não vou nem prometer porque quando eu prometo é cruel, porque ai vou ser obrigada a cumprir rs*.
Mas falando sério, preciso arrumar umas pastas, separar umas roupas e sapatos que não uso mais. Decidir o que farei exatamente em 2005 em relação aos estudos e a Igreja, o segundo sinceramente anda me atormentando um pouco.
Mas, que venha a volta ao trampo. O serviço que sei que estará pesado. O último mês do ano. As lembranças. As decisões. As decepções. As dúvidas. A correria. A indecisão... que venha a velha vida atribulada de sempre.
Porque eu, eu como sempre só sei insistir!