

Minhas férias estão acabando, na verdade acabaram ontem. Eu adoro o meu trabalho, adoro as pessoas que trabalham comigo, mas vou confessar, estou um pouco angustiada, porque sei que o trampo deve estar pauleira e que férias agora, só o ano que vem, e olhe lá.
Na real eu não fiz algumas coisas que eu gostaria de ter feito, realmente 10 dias não dão pra muita coisa, e eu toda humilde querendo pegar só uma semaninha, da próxima vez, vou pegar pelo menos uns 15 dias, com certeza.
Ontem, fomos para a casa do Valente; eu, o próprio, o Tamahome e a Jaqueta. Compramos umas besteiras e comemos muito, compramos vinho e bebemos, quer dizer, eu e o Tama bebemos, o Valente e a Jaqueta ficaram no refri como sempre.
Não assistimos filme, ficamos ouvindo música e falando besteira, muita besteira. Ficamos até umas 3h e pouco, depois levamos a Jaqueta em casa e cada um tomou o seu rumo. Tomei um banho antes de dormir, porque o calor realmente estava horroso.
Hj acordei tarde, mas não tão tarde quanto eu gostaria, afinal o Tama ia trabalhar e eu precisava dar café (ai meu Deus, só eu mesma); fiquei curtindo a preguiça, até que o Valente ligou para nos chamar para ir a casa do Anjo; o Anjo é o namorado da Jaqueta, um cara que manja muito de rock dos anos 80 e que é super divertido, porém anda meio ausente.
A Jaqueta chegou, eu tomei um banho rápido e quando os meninos chegaram nós fomos. Ficamos lá na casa do Anjo ouvindo música e falando mais besteiras. Depois famos buscar o Tama no serviço e fazer um passeio família, era niver da irmão do Tama.
Mais besteiras, mais comida, mais risada, mais indiretas, mais desafios...
Agora estou em casa, a cabeça e o coração fervilhando. Eu não consigo conviver com uma pessoa e não me envolver profundamente com a mesma. Eu tenho um bom coração, mas tenho um gênio do caralho. Eu estou pro que der e vier e me atiro de cabeça, mas não sei passar a mão na cabeça e fazer voz de idiota; eu tento ser prática e direta, porque quanto mais alimentamos os "monstros" da angústia, da tristeza, da saudade, da insegura e da desunião, mais fortes eles ficam e nos dominam. Eu espero que não me interpretem mal.
O que acontece comigo, é que depois de alguns tombos, eu prefiro enfrentar os problemas, a vida e as pessoas de frente, porque fugir e ou ignorar só nos faz sofrer mais e mais e mais.
E preciso tomar coragem e ânimo, porque junto com um novo ano, novos sonhos, novas realidades, novas conquistas, enfim, muita coisa está envolvida.
Preciso de luz, de força e equilíbrio.
Na verdade, eu só sei insistir.
Sumi eu sei.
Tudo culpa das minhas tão sonhadas férias rs*.
Segunda-feira tenho que voltar a labuta, á estou até em crise por causa disso rs*, se bem que eu tinha certeza que seria assim. Mas tudo bem.
Eu viajei (logo voltarei para contar os detalhes) e refleti sobre muito coisa em minha vida.
Achei que 2004 ia ser um ano horrível, mas não. Está sendo um ano muito bom; um ano de conquistas, de vitórias, de auto-afirmação, de novos caminhos e novos sonhos.
Talvez por tudo isso eu penso que 2005 vai ser um ano ainda melhor.
"20 anos de praia", uma certa estabilidade no emprego, sonhos profissionais batendo em minha porta, um amor para amar, amigos que são mais que irmãos, uma família estruturada ainda que meio louca, e uma grande fé em mim e no Deus maravilhoso que nos deu a vida.
Essa semana eu e o Valente conversamos sobre o nosso afastamento; nós somos muito parecidos e o que nos torna diferentes, no final nos completa. Dentro de nós existe os compartimentos; os baús, onde guardamos nossos sentimentos, sensações e momentos, geralmente cada um separado do outro. Mas às vezes, com a turbulência da vida, os baús se abrem e os sentimentos, sensações e momentos se misturam e a gente se desencontra, mas não se perde. Nunca nos perderemos.
E eu quero que ele, o Valente, e a Jaqueta que também faz parte de nós, não esqueçam nunca: posso estar longe, mas sempre estou perto. Posso parecer não me importar, mas me importo. Eu erro, eu julgo mal, eu escolho caminhos que não me levam a lugar algum, mas eu os amo, e preciso deles para recuperar sempre o equilíbrio, a sanidade e os pedaços do coração que vez ou outra se perdem pelo caminho.
Ontem, acordei meio chateada meio sem vontade de acordar, devido a conversa com o Valente e a tantas lembranças que tive na madrugada. Mas tdo bem, com o decorrer do dia foi passando. A noite, fomos buscar a jaqueta na escola, eu, Valente e Tamahome. Mas a Jaqueta tinha saído cedo e a nossa super boa ação foi por água abaixo, em compensação, vi uma Estrela, que já não brilha como antes, pelo contrário, às vezes eu me pergunto se todo aquele brilho não foi ilusão do meu próprio coração. Ela olha nos meus olhos, mas não vê. Espero que ela não minta pra ela mesma. Eu a desconheço.
E hoje, depois das turbulências de ontem e anteontem, recebo a notícia que eu mais temia. O pai do Tamahome perdeu o emprego, como já dizia uma amiga minha: "Pouca desgraça é bobagem".
Estou com aquela porra de sensação de impotência tomando conta de mim. Será que mais uma vez terei que ser expectadora de um filme ruim? Não sei o que fazer, que pensar, o que sentir. Acho que escrevo porque mais uma vez a loucura se faz presente, porque escrevendo tiro o mundo das minhas costas, e às vezes até consigo olha-lo com outros olhos.
Bom é isso, depois volto para falar de coisas boas.
E eu?
Eu só sei insistir!