

Ontem eu assisti Kill Bill 2... o filme é maravilhoso! Explica perfeitamente toda trama, todas as intrigas, todas as relações. Muito bom, fiquei realmente impressionada, vou tentar até ver de novo.
Acordei atrasada, ontem cheguei tarde em casa por causa do filme; mas realmente valeu a pena.
Tenho uma SUPER notícia para contar: CONSEGUI MINHAS TÃO SONHADAS FÉRIAS!!! Nossa não estou nem acreditando. Ficarei de férias do dia 16/11 ao dia 26/11, ou seja, 10 dias de vida boa.
Agora é só planejar o que farei nesses 10 dias, nossa não estou nem acreditando.
Acho que vou conseguir realizar minha tão sonhada viagem solitária. Pretendo ir para Itú, curtir um pouco do interior, da natureza e de mim mesma.
Essa semana estou um tanto angustiada. Sabe quando você sente que algo está errado mas não sabe exatamente o que é? Pois é, estou assim.
Não sei se é o fato deu estar trabalhando demais, deu estar vivendo a vida dos outros, deu estar realmente entrando na fase adulta, deu sentir falta de privacidade e saudades de muitas pessoas... enfim, qualquer coisa que o valha. O que sei é que estou precisando fazer uma "parada". Cuidar de mim e do meu coração que anda meio atribulado.
Tenho tido cobrança de todos os lados, por diversos motivos. Algumas pessoas têm razão e eu realmente me importo e me chateio por não estar tão presente qto gostaria, mas a grande maioria, na falta do que fazer, arranjam problemas onde não existe e isso está me sufocando.
Me sinto dentro de uma redoma de vidro, parece que não consigo respirar, não consigo passar despercebida. Não sei nem explicar como me sinto o que sei é que estou no meu limite.
Se tudo der certo (vai dar!) vou aproveitar esses 10 dias para viajar, cuidar de mim, descansar, curtir a vida, visitar algumas pessoas e arrumar minhas eternas bagunças.
O que eu queria mesmo era ficar um tempo (talvez bastante) sozinha. Ando meio anti-social, individualista, icho do mato.
Bom, que venham os 10 dias de Férias!!!
Hoje eu vou assistir Kill Bill 2, isso naum é lindo? Claro que é, segue uma crítica e umas fotos, estou até emocionada, muito bom...
Kill Bill 1 foi uma sinfonia de destruição com corpos mutilados, espadas de samurai singrando a carne e litros de sangue espirrando de pescoços sem cabeça. O Volume 2 vai em direção oposta: tem bastante violência ainda, mas também vem com um lado mais instrospectivo.
No primeiro filme muita gente não entendeu nada do que estava acontecendo e simplesmente saiu na metade, especialmente quando a seqüência em anime entrou em ação. Em Kill Bill 2 não acontece um “disparate” desse tamanho, mas paradoxalmente, o filme pode frustrar quem estava esperando mais do mesmo. O que havia de violência desenfreada no primeiro, tem de diálogos aqui. E, se você está habituado ao mundo do diretor Quentin Tarantino, sabe que os diálogos criados por ele estão entre os mais sensacionais das últimas décadas.
Kill Bill 2 começa exatamente onde o primeiro parou e nem poderia ser diferente disso, afinal os dois são um filme único, separados apenas por questões comerciais. Ou seja, a Noiva, ou Black Mamba (Uma Thurman) continua cançando seus ex-parceiros que tentaram matá-la na igreja. Após exterminar a primeira leva de inimigos, a moça agora vai atrás de Bill (David Carradine), Budd (Michael Madsen) e Elle (Daryl Hannah).
A história, quando contada no presente, se passa toda nos Estados Unidos e em flashback ela vai para o oriente, onde é revelado o treinamento da Noiva com o mestre Pai Mei (Chia Hui Liu). A parte americana é extremamente violenta e empoeirada, como deve ser um bom filme de Tarantino. As mortes são as mais horrorosas e dolorosas que você possa imaginar. Tudo devidamente recheado com muitos golpes de espada, socos, chutes e destruição. Sim, como falamos acima, há muito menos lutas que no Volume 1 mas as que acontecem aqui são muito intensas e devastadoras. A própria heroína do filme é enterrada viva, uma armadilha que realmente não dá para entender como é que ela pode escapar. Nesse momento é que entra o flashback oriental, onde a Noiva tem seu aprendizado em artes marciais. Assim, aos poucos vai sendo revelado o rolo todo do filme. Por que tentaram matar a Noiva, quem é Bill, o que ele quer e todos os outros detalhes que ficaram de fora na primeira parte. No lado oriental do filme, a heroína aprende tudo o que Pai Mei tem para ensinar. O aprendizado é duro, difícil e sofrido, tudo mostrado em cenas que lembram muito a estética dos longas de artes marciais dos anos 70.
Além de todo o trabalho para a construção da história e a maestria na hora de dirigir, Tarantino mostra mais uma vez que é um cara excelente para escolher atores não necessariamente bons, mas interessantes em alguns casos. Geralmente ela pega pessoas que ninguém dá mais muita bola em Hollywood e faz com que elas voltem a brilhar novamente. Ele já havia feito isso em Pulp Fiction (com John Travolta) e em Jackie Brown (com Pam Grier, estrela de filmes dos anos 70) e volta novamente com David Carradine.
Ele foi o ator principal do seriado setentista O Mestre do Kung-Fu e de lá pra cá nunca mais fez nada de relevante apesar de ter participado de uma infinidade de filmes. Mas Carradine não é o único aqui: Daryl Hannah é outra atriz que estava bem desaparecida e já há vários anos não fazia um fime que prestasse. Michael Madsen já é o que se pode chamar de um ator tipicamente tarantinesco, apesar de só ter participado de Kill Bill e Cães de Aluguel (de 1992). Acontece que o ator, com seu jeitão cool cai como uma luva em qualquer coisa que Quentin faça. Bom, nem vamos falar aqui de Uma Thurman porque ela não serve como exemplo de atriz resgatada pelo dirtor, afinal ela sempre está em filme bem populares.
Com uma boa direção de atores, trilha sonora impecável e diálogos inusitados, Kill Bill 1 e 2 (são o mesmo filme, oras) são a obra máxima de Quentin Tarantino. Tudo bem, Pulp Fiction é um senhor filme e sacudiu o cinema nos anos 90, mas com a saga da Noiva, o diretor teve dinheiro, estrutura, prestígio e a expectativa do público. Difícil encontrar uma combinação melhor.
Por Odair Braz Junior (Herói)
Segue fotos...



Sábado passado (23/10/2004) realizei um grande sonho. Fui assistir a um show do Roberto Carlos, cantor e compositor que gosto muito. O show foi maravilhoso, ele cantou canções maravilhosas. Só foi uma pena estar longe do palco!


Segue uma música que gosto muito. Foi a segunda música do show.
Eu te amo, te amo, te amo (1968)
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
Tanto tempo longe de você
Quero ao menos lhe falar
A distância não vai impedir
Meu amor de lhe encontrar
Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudade de você
Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Eu não sei por quanto tempo eu
Tenho ainda que esperar
Quantas vezes eu até chorei
Pois não pude suportar
Para mim não adianta
Tanta coisa sem você
E então me desespero
Por favor meu bem eu quero
Sem demora lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Mas o dia que eu puder lhe encontrar
Eu quero contar o quanto sofri
Por todo esse tempo
Que eu quis lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Cartas já não adiantam mais
Quero ouvir a sua voz
Vou telefonar dizendo
Que eu estou quase morrendo
De saudade de você
Eu te amo, eu te amo, eu te amo
Mas o dia que eu puder lhe encontrar
Eu quero contar o quanto sofri
Por todo esse tempo
Que eu quis lhe falar
Eu te amo, eu te amo, eu te amo...
Muito sono, muito cansaço, muita vontade de não levantar da cama. Essa é só mais uma das muitas lutas diárias.
Ultimamente ando pensando e sentindo tantas sensações, que às vezes chego a confundir sonho e realidade. E isso está me causando um certo desequilíbrio.
Tenho vivido intensamente a vida de outras pessoas e isso não está me fazendo bem. Eu havia jurado para mim mesma não mais fazer isso, porém tal juramento não se cumpriu e hoje sinto essa angústia como nos tempos antigos.
Minha vontade de ajudar é tanta, que acabo atrapalhando. Atrapalhando a minha vida e a vida de quem tento ajudar. E sei que isso não está certo, porque cabe a cada um viver o seu momento, a sua dificuldade e a sua alegria enfim trilhar o caminho do seu próprio aprendizado.
Mas é muito triste ver alguém que a gente ama sofrendo. Dá uma sensação de impotência. Parece que um sentimento quase materno toma conta de mim e eu tento resolver o problema, proteger a pessoa, animar de alguma maneira. E quando não consigo me perco, porque vejo que todos os esforços têm sido em vão.
Sem contar as cobranças vindas de todos os lados, as opiniões sobre certo e errado que fazem com que eu me sinta ainda pior. Por isso eu espero conseguir tirar os meus tão sonhados dias e viajar.
Vou desligar meu celular. E me desligar do mundo. Ficar comigo mesma. Eu e eu mesma.
Hj está aquele dia que ninguém deveria sair da cama. Tempo fechado e com uma garoa fina.
Eu demorei a dormir ontem, primeiro pq estava dando uma "arrumada" no blog e segundo, pq fico meio mal humorada de domingo a noite, aí não consigo dormir com tanta facilidade. Isso é ruim, mas não consigo controlar.
Já estamos no mês de outubro, esse tempo passou depressa demais. Eu fiz tantas coisas, deixei de fazer tantas outras, às vezes nem acredito em minha vida, qdo paro para olhar pra ela.
Virei adulta, mas agora acho que de verdade. Madura eu sempre fui um pouco, mas nunca tive idade. Hj me sinto diferente em todos os sentidos.
Preciso falar sobre isso, mas não agora.
Depois de passar a tarde toda levando uma surra do template (só não apanhei mais por causa da ajuda do Valente e do Tamahome) estou aqui, mais uma vez.
Eu tinha um blog, mas fui deixando ele de lado e qdo dei por mim o mesmo estava inativo. Agora volto com força total, para criar um espaço para mim. Para minhas idéias, pensamentos, sentimentos e sensações.
Agora vou postar um texto que gosto muito. Não vou me estender, pq estou com sono, amanhã levanto cedo e tenho uma semana gigantesca pela frente e aff só para piorar, segunda-feira dia 1º eu trabalho.
Amanhã voltarei!!!
Segue o texto:
A DOR QUE DÓI MAIS
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu.
Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.
Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno.
Não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu.
Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet,
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi,
se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer.
É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
(Martha Medeiros)