

Escrevendo por pura necessidade de expressão, eu que não consigo chorar, que não consigo desabafar, que não consigo explodir... Eu que ando tão muda, tão pensante, tão sensível, tão cansada da sensação de ter uma mão gigante apertando o meu coração.
Hoje é quinta, e eu geralmente as adoro, mas hoje tá estranho...Talvez porque eu ainda não tenha acordado, pelo menos não completamente e também porque sinto um pouco de fome, vez ou outra penso que sustento uma família de lombrigas dentro de mim.
Eu estava ouvindo uma música linda do Nando Reis hoje pela manhã, mas não lembro um único trecho para postar aqui. Eu peguei um trem lotado, e quando não consigo fazer piadas imaginárias sobre isso, é sinal de que a coisa é grave.
Eu estou bem, só um pouco nostálgica e com um baita problema para resolver no Banco, mas tudo bem.
Estou lendo Alice no País das Maravilhas e preparando um resumo bem legal do último mês para postar aqui. Não hoje!
Final de semana lotado, consegui resolver algumas coisas e complicar outras; qdo não sei o que fazer e como fazer, não faço, mas o relógio e o calendário estão contra mim e eu sinto medo de verdade, medo de não conseguir realizar aquilo que me foi designado, decepção para mim e para os outros, estou aterrorizada.
Agora preciso de concentração, portanto não me convidem para shows, aniversários, festas familiares, cinemas, "chopps" ou qualquer coisa que eu tenha que sair de casa e parar com meu trabalho. Também não me liguem para dizer que farão algo dessas coisas que eu estou "proibida"; aliás nem me liguem e ou tentem me ver, a não ser que queiram me ajudar e contribuir para o crescimento pessoal e profissional de uma amiga.
Estou surtada mesmo porque sei que agora nas férias todo mundo vai aproveitar pra fazer um montão de coisas legais, rever pessoas, participar de grupos de discussão, atualizar idas ao cinemas e conversas sem fim e eu estarei estudando, último mês, sensação estranha mas é preciso seguir.
O show do Teatro Mágico foi bom, mas não consegui lavar a alma.
Dia 31 de Julho, fim de uma fase e início de outra, estou em pânico.
"Não me dê atenção, mas obrigada por pensar em mim..."
Eu tenho andado um pouco de mal humor, preocupada e cansada.
De manhã é uma luta para levantar; durante o dia uma luta para conciliar trabalho, estudo e o que couber entre um e outro. E a noite é tudo exageradamente mais complicado, curso que está no fim, mil pendências a serem resolvidas, sono quase incontrolável, e por fim, para coroar o dia conturbado, condução lotada, mais que lotada... os dias parecem iguais. Eu queria desligar, preciso desligar, vou me planejar pra fazer isso ao final do curso, que está aí, mas que parece tão longe e me entristece mas não quero falar sobre isso, pelo menos não agora.
Eu queria desligar e queria também romance. Beijos apaixonados na chuva, passeios agradáveis, pequenas surpresas, leveza. Eu sou ligada no 220 eu sei, mas tem horas que eu preciso de um pouco de paz, de tranquilidade, de carinho e cuidado pra me refazer, pra levantar o astral e a estima.
Mas estou numa boa, tocando o barco, andando firme, sonhando alto e realizável, só quis fazer uma pausa para reclamar, e juro que me sinto mais aliviada.
Morno; palavra simples e objetiva para definir meu final de semana. Palavras ditas no sábado de manhã edistorcidas minaram os dias que deveriam ser de descanso e bom humor. Lágrimas de raiva quando não se sabe o que fazer, quando se quer gritar mas não se pode, quando ser quer ser livre e está preso.
Respiro fundo e enxugo as lágrimas furtivas que ainda caem. Ônibus lotado. Conhecer o local onde o evento será realizado, maravilhoso diga-se de passagem. Presente que faltava para o namorado. Almoço e bobagens com as meninas. Formação na Igreja, responsabilidade a vista. Tirar a sobrancelha. Preguiça no sofá assistindo Friends. Cama. Domingo acordei tarde. Preto veio em casa para sairmos mas eu estava derrubada. Trabalhos, trabalhos e mais trabalhos. Um filme lindo e leve antes de deitarmos na cama e relembramos o início do nosso namoro.
Mesmo com toda a confusão, mesmo com medo, com vontade de gritar e de fugir, eu te amo. Amor sólido, real, recíproco e evoluído, assim como você.
Creio que o fim do blog está próximo, é uma parte importante de mim que não tem recebido a devida importância, por causa da minha covardia e vergonha em publicar meus textos.
Tenho histórias boas pra contar, histórias ruins também e uma necessidade gigantesca de falar sobre esses opostos... mas minhas mãos ficam inertes e minha voz não sai, simplesmente.
Com a mudança do tempo, o frio gelando os ossos, acho que gelou também um pouco do meu coração, estou distante, ausente inconstante e não sentindo falta de metade das situações e de pessoas que eu achava que deveria sentir e pior me sentindo culpada por não sentir essa falta. Será que deixarei de lado, tudo que sempre foi frente, rumo?
Ou será que hoje é apenas um daqueles dias onde acordamos com o pé esquerdo e tudo absolutamente tudo parece errado?
Preciso dormir.
Sudoeste (1994)
Adriana Calcanhotto / Jorge Salomão
...tenho por princípios
Nunca fechar portas
Mas como mantê-las abertas
O tempo todo
Se em certos dias o vento
Quer derrubar tudo?...
É possível, ou preciso explicar algo que feito por outra pessoa, diz tanto sobre o nosso mais profundo ser? Não, não é possível, nem preciso, é só sentido...
Têm dias que sem explicar eu sinto como se uma enorme mão estivesse apertando o meu coração. É uma dor invisível, silenciosa e quase irreal, quase... Eu não a vejo e não há ouço mas eu a sinto e sei que ela está ali. Essa dor pode ter vindo de uma carta que escrevi para um Homem que eu admirava, ou pode estar doendo de nervoso pelo texto que tenho que montar e não consigo, ou então pela vontade de ignorar minhas contas e ir para Recife porque eu aposto que lá está calor e que eu seria bem recebida, ou por algum outro motivo que eu não consegui detectar... O que sei é que dói e eu não gosto de sentir dor. E o não saber que dor é, dói ainda mais.
"Mãe porque ali está escrito Respeito ao cidadão se eu não estou conseguindo respirar direito e a moça não pára de pisar no meu pé?"
Essa pérola foi de uma garotinha de uns 8 ou 9 anos ontem no trem, ao ler a propaganda do Governo.
P.S: Se um dia eu for publicar um livro, eu o farei repleto das histórias que ouço nos trens e nos ônibus.
Se eu disser que tenho 4 posts acumulados para postar vcs acreditam? Pois é.
Eu escrevo algo e penso: “Hj vou postar isso”. Por causa do sono ou de qualquer outro motivo acabo não postando; no dia seguinte escrevo outro algo, penso de novo e não posto de novo e assim sucessivamente.
Aí um dia depois de dias como esses eu vejo o quanto de coisa eu queria ter postado e não postei e aí fico pensando o que realmente vou postar.
Que coisa!
Um tempo de reflexão, conversão, transformação e oração; no ápice da Igreja Católica celebrando a Semana Santa, na Paixão, Morte e Ressurreição de um Cristo que tanto amou a humanidade que deu sua vida por amor; e a morte não matou tal amor, tal gesto, pelo contrário, morrendo por amor e pelo amor ressuscitou por e pelo mesmo amor.
E eu confesso que não fico de todo triste, celebro com o devido respeito e devoção; busco refletir, me converter, me transformar e orar mas sorrio porque ele vencerá.
“A garota descobriu que o que o garoto falava era verdade: Ela tinha TPM. Não era raiva o que ela sentia, nem nervosismo; ela ficava ainda mais a flor da pele, se é que isso era possível. Ela constatou sobre o que o garoto havia alertado, quando derramou lágrimas tímidas e profundas ao ouvir trechos da música de Faroeste Caboclo. Para ela é estranho afirmar a veracidade de uma verdade que até dias atrás ela jurava ser uma inverdade. Verdades aceitas ela segue seu caminho porque nem a monstruosa TPM a desviará.”
A garota tem necessidade de silenciar. De calar a voz agitada e enérgica e se deixar ficar, apenas ficar. Como partilhar ao mundo sentimentos tão íntimos? Como partilhar uma vida, necessitando vez ou outra de um pouco de solidão? Aquela solidão construtiva de ficar a sós pensando o que quiser pensar, sem limites, medos e angústias, sem ter a certeza que alguém lhe observa querendo roubar um dos pensamentos.
Há dias em que ela apenas gostaria de caminhar, pra qualquer direção, desde que fosse só.
Como ela poderia acreditar que Ele se tornaria poeta e que Ela não responderia as suas cartas?
SiLêncio!
Ela precisa se concentrar para encontrar as respostas.
“Vim gastando meus sapatos, me livrando de alguns pesos, perdoando meus enganos desfazendo minhas malas, talvez assim chegar mais perto”.
Primeiro dia, primeiras impressões; num geral positivas. Não é um sonho de consumo, mas é digno e honesto. O ego ainda dói um pouco pela vaga perdida, mas assim é a vida, um dia a gente perde, no outro a gente ganha. E a verdade é que tudo está certo como está.
Tenho muito a dizer porém não agora, não nesse post, afinal esse é um post de “volta” por isso não quero ir a fundo.
O importante mesmo é olhar para frente, caminhando de encontro aos sonhos, sentir a felicidade simples de conquistar aquilo que de coração desejamos.
“A idade aponta na falha dos cabelos, outro mês aponta na folha do calendário. As Senhoras vão trocando o vestuário, as meninas viram a página do diário. O tempo faz tudo valer a pena e nem o erro é desperdício. Tudo cresce e o início deixa de ser início e vai chegando ao meio, aí começo a pensar que nada tem fim”.
Madrugada de quinta para sexta-feira. O relógio marca 3h17m, chove lá fora e aqui dentro faz calor, e eu tenho de agüentar pois minha garganta irrita se ligo o ventilador.
Passei da fase de “estar a flor da pele” estou confusa mesmo, me borrando de medo e um tanto decepcionada comigo e com os outros; agora entendo o por que de amigos e amores ficarem a nossa escolha. Porque escolher é algo íntimo, pessoal, planejado ou não, diferente de situações e relações impostas onde devemos simplesmente aceitar ou ignorar até encontrar forças para seguir o próprio caminho.
Faz um mês que minha tia faleceu. Um mês que acordo pensando em morte e durmo pensando em morte. Um mês que num instante quero desbravar meu mundo e que no outro minuto penso que não adianta nada, melhor sentar e esperar. Um mês que tenho precisado ficar mais perto da minha mãe e um mês que tal necessidade parece incomodar mais do que já incomodou em 20 anos e talvez pela primeira vez isso está me deixando pior do que eu me sinto.
Engraçado que escrevendo agora eu lembrei daquele trecho que diz: “quero me encontrar mas não sei onde estou, vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita, tenho quase certeza que eu não sou daqui” eu não tenho ouvido muito a Legião, prova de que estou tentando não piorar tudo. Porque ando meio angustiada e não sei explicar, e não saber me explicar me deixa transtornada.
A viagem foi maravilhosa, “gostinho de quero mais” melhor ainda se eu pudesse ter acordado às 11h da manhã, mas tudo bem, eu me contento com 99,8% de perfeição.
Meu professor de ADM veio passar as médias de conclusão do primeiro módulo:
- Você se contenta com o conceito “bom”? Ele perguntou.
- Sim. Eu respondi estranhando a pergunta.
- E por que? Ele perguntou novamente.
- Oras porque o “bom” me permite concluir o módulo.
- Este é o seu problema. Ele disse quase indignado. Você poderia chegar ao ótimo, na verdade seu conceito é ótimo, porém você menospreza isso e se contenta com o bom.
Eu não respondi nada, porque não sabia o que dizer. Depois ele me indagou sobre eu estar procurando serviço, aí eu contei a ele da minha paralisia cerebral e ele me disse:
- Sei que conselho é uma merda, mas quero te dizer algumas coisas: ou vá atrás de algo que você realmente goste sem medo, independente das conseqüências ou vá atrás de algo que possibilite num futuro próximo você fazer aquilo que gosta. Você é “ponte” numa série de situações, mas em relação a sua vida você é “muro”.
E eu não respondi nada de novo.
Só que essas merdas (ele mesmo disse isso referindo-se aos conselhos) não me saem da cabeça, como uma série de outras e por isso ao invés de dormir estou escrevendo.
A chuva está aumentando. Minha mãe tossiu pela quarta vez, sinal de que já percebeu que estou acordada e logo virá me dar uma bronca.
Melhor dormir sem essa.